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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Sob o Céu de Agosto (Gustavo Machado)
Sinopse
A vida de Otto, pintor sem perspectivas, tem as mesmas cores do céu azul acinzentado dos dias de inverno. Quando a reserva de dinheiro acaba, ele pede um emprego para o amigo de infância, que trabalha para o governo. É essa reviravolta, atuando como instrutor de pintura no Centro Popular de Cultura, que fará com que ele conheça e se envolva com Sophia, uma de suas alunas, casada com um homem perigoso. Confuso, ele é arrastado para essa relação conturbada, sem saber se conseguirá (ou mesmo se quer) salvar Sophia. No mesmo prédio em que mora, outra tentação ronda seu apartamento: a vizinha adolescente Berta, que entre bolos de chocolate e café, também atua como confidente de Otto. O livro exigiu a dedicação de muitos anos do autor. Em 2003, na sua primeira versão, recebeu uma menção honrosa no Prêmio Casa de Cultura Mario Quintana. "Sob o Céu de Agosto" é ambientado numa espécie de cidade fictícia, onde os personagens vivem sob o olhar sempre atento de um tipo de ditadura de esquerda. O texto de Gustavo Machado é preciso e narra, com muita propriedade, este enredo policial. A presença de sexo, sangue e mistério, porém, torna-se secundária na trama que levanta, de forma indireta e
despretensiosa, algumas das mais recorrentes questões do humanismo.
Editora:
Dublinense
Publicado em: 2010
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Pelas Janelas (Juliano Cazarré)
Sinopse
Graças à qualidade de artista, de artista-poeta, Juliano Cazarré tem um jeito especial, contemplativo e sensível, de ver o mundo. É este olhar que ele apresenta em Pelas janelas, a primeira reunião de seus versos a ser publicada e que fala sobre as frestas por onde podemos espiar a vida. Impressionam as múltiplas facetas do autor, assim como o talento com que ele desempenha cada uma delas: roteirista, cineasta, ator (que ficou conhecido por viver o personagem Adauto na novela Avenida Brasil) e, a partir de agora, poeta. Como Wagner Moura destaca na orelha do livro Pelas janelas, a melhor definição para Juliano é artista; neste texto de apresentação da obra, ele ainda completa: “De todos, o poeta é sem dúvida o sumo do sujeito que faz arte, pois todo artista o que quer é criar poesia”. Através das janelas, Juliano enxerga o mundo: ora em um detalhe, ora com uma visão mais ampla. Todos os ângulos e distâncias, entretanto, falam a uma gama enorme de pessoas — tudo porque seus poemas, que tocam no âmago, são universais. Assim, mesmo as janelas quase metafóricas, como aquela deixada pela queda de um dente de leite em uma criança, nos deixam a certeza de que, se olharmos para e através delas do jeito certo, encontraremos ali uma beleza antes insuspeitada. Outras, mais reais, são igualmente vistas de uma forma delicada: o confessionário, os vidros do metrô e do ônibus, a fotografia, a abertura no caixão, o olho mágico em uma porta. O olhar de Juliano vai sempre além dos limites do horizonte e da própria definição do objeto de contemplação. Espalhadas em "Pelas janelas", e mesmo em sua capa, há fotografias de Diego Bresani, um dos artistas contemporâneos mais prestigiados.
Editora:
Dublinense
Publicado em: 2012
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