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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

A Irmã de Freud (Goce Smilevski)










Sinopse
Na Viena ocupada pelos nazistas, Sigmund Freud recebeu o direito de fugir para o exterior levando consigo alguns entes queridos. Na lista do fundador da psicanálise, entram a mulher, os filhos, a cunhada, duas assistentes, o médico pessoal com sua família e até o cachorro, mas não quatro irmãs idosas: Marie, Rosa, Pauline e Adolfine. É a voz desta última, deportada para o campo de concentração de Terezín, que relembra com dolorosa mágoa o episódio. Teria Sigmund Freud sido responsável pela morte de sua irmã em um campo de concentração nazista? Vencedor do Prêmio da União Europeia para a Literatura, "A Irmã de Freud", quando lançado, chocou os leitores, que se perguntavam se a história criada por Goce Smilevski seria verdade. Apesar de ser ficção, a premissa da obra é verdadeira: Freud fugiu da Áustria em plena ascensão nazista deixando quatro irmãs para trás. Todas morreram em campos de concentração. Smilevski narra, com maestria, a trajetória da família do famoso Freud, com destaque, obviamente à narradora. Por meio de Adolfine, o leitor descobre a intimidade do famoso psiquiatra, suas fraquezas e como ele se relacionava com os parentes. Além disso, mostra a vida miserável que ela própria teve. Há também um intenso debate de teorias psicanalíticas, mostrando como elas não eram seguidas pelo próprio criador.












Publicado por: Bertrand Brasil











Publicado em: 2013












quinta-feira, 31 de julho de 2014

Nocaute (Jack London)








Sinopse
Há quem pense que a literatura e o boxe jamais poderiam andar juntos, que ao primor e requinte da primeira se oporiam a fúria e a brutalidade do segundo. Ainda assim, de todos os esportes, o boxe parece ser o que mais tem marcado presença na literatura, principalmente na norte-americana. Autores como Ernest Hemingway, Vladimir Nabokov e Norman Mailer, além do próprio Jack London, subiram ao ringue algumas vezes — e não raro usaram seus punhos fora dele. O fato é que o boxe, assim como qualquer luta com público pagante, fascina sua audiência ao expor a dimensão mais primordial de nossa existência: a do combate direto em que o melhor se sobrepõe. E talvez por isso mesmo o boxe ofereça tantas metáforas para o drama humano. Ao explorar a inteligência, a estratégia e o jogo de poder entre as quatro cordas, o que se encontra é uma narrativa heroica cujo protagonista sofre diversos golpes, supera alguns, é abatido por outros, e ao fim se vê transformado por suas próprias experiências. Um prato cheio para um escritor habilidoso como London. Lutadores tendem a render personagens extraordinários. E é isso o que encontramos neste volume. Seja o bom-moço apaixonado que mal consegue pedir um milk-shake na sorveteria em que trabalha sua amada, mas que perde todas suas inibições ao vestir as luvas, seja o peso-pena sobre quem ninguém sabe nada, mas que enche os cofres da Junta Revolucionária Mexicana com os prêmios que ganha, todos eles têm a mesma habilidade: atingir-nos com suas histórias como um soco no estômago.









Editora: Benvirá









Publicado em: 2013








quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Declínio e Queda do Império Otomano (Alan Palmer)







Sinopse
O renomado historiador inglês Alan Palmer explica os motivos que levaram ao fim um dos maiores impérios da Idade Moderna." Declínio e queda do Império Otomano", um dos trabalhos mais importantes do historiador inglês Alan Palmer, ganha edição pela Coleção História da Globo Livros. Apoiado em extensa pesquisa, Palmer foge das leituras óbvias e refaz toda a trajetória do Império Otomano para explicar o que deu errado no projeto de poder global dos sultões de Constantinopla. Um império não se faz da noite para o dia. E muito menos termina. De 1299 a 1923, o Império Otomano se espalhou e influenciou três grandes regiões — Leste Europeu, Oriente Médio e Norte da África — sob o comando de uma longa linhagem de sultões sediados em Constantinopla (a atual Istambul). Formado a partir do século XIII em uma lacuna histórica entre o fim dos impérios Greco-Romano e Bizantino e a gestação dos novos europeus (Portugal, Espanha, Inglaterra e França), o Otomano teve uma Idade de Ouro que durou cerca de dois séculos e ficou conhecido tanto pela brutalidade nas batalhas quanto por lidar com culturas diferentes sem necessariamente subjugá-las. Mas como um império tão grande, que comandou mais de 15 milhões de pessoas, perdeu seu poder? Como sempre acontece, e Palmer discorre sobre isso em minúcias, o Império Otomano semeou as tempestades que acabariam por destruí-lo. Uma delas foi o fato de terem fechado a passagem terrestre para as especiarias orientais, o que fez Portugal e Espanha “descobrirem” a América. Outra é que os povos conquistados mantiveram suas próprias atividades econômicas e com o passar do tempo os sultões foram recebendo menos e menos dinheiro. 










Editora: Globo Livros









Publicado em: 2013









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